Na semana passada a Apple anunciou com fanfarras que a atualização para a nova versão do MacOS não terá custo. Este anúncio repercutiu na imprensa e na web, registro aqui as minhas divagações a respeito.
Mostrando postagens com marcador Apple. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Apple. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, outubro 28, 2013
terça-feira, dezembro 11, 2012
Ruminações Sobre as Opções de Ebbok no Brasil
Recentemente Apple, Livraria Cultura, Amazon e Google se movimentaram no mercado brasileiro de eBooks. Neste post vou comentar alguns aspectos destas ofertas. Já aviso que minha experiência pessoal é restrita ao Kindle e as informações que encontrei até agora são bem incompletas. Quem tiver mais conhecimento sobre o assunto sinta-se livre a compartilhá-lo nos comentários
Categorias:
Amazon,
Apple,
google,
Livros,
Vida Digital
terça-feira, maio 08, 2012
Ruminações Sobre o Mercado de eBooks
O mercado de eBooks anda bastante agitado e tem criado várias manchetes. Dou aqui os meus "pitacos", baseados em uma série de artigos que andei lendo.
terça-feira, abril 17, 2012
Links Comentados #16: As Edições do Windows 8 e os Fontes do Prince of Persia
Os links de hoje vem do OSNews: a Microsoft anunciou as edições do Windows 8 (com boas surpresas) e Jordan Mechner divulgou os fontes da versão original do Prince of Persia.
terça-feira, dezembro 27, 2011
iTunes Store - Primeiras Impressões
Com oito (!) anos de atraso, a loja do iTunes foi finalmente aberta de forma oficial aos brasileiros. Uma vez que não me interessei pelas formas não oficiais de uso, tive nos últimos dias os meus primeiros contatos com a loja.
quinta-feira, agosto 25, 2011
Novo Round de Samsung x Apple
Ocultada pelo anúncio da renúncia de Steve Jobs à presidência da Apple, ontem tivemos mais uma decisão em corte europeia sobre a briga da Apple com a Samsung. Uma decisão onde os dois lados tem motivos para comemorar e se preocupar.
sexta-feira, março 04, 2011
O Mercado de Tablets Volta a Respirar: Anunciado o iPad2
O lançamento do iPad original não foi totalmente uma surpresa, mas o seu sucesso sim. O resultado foi uma corrida das empresas de computadores e celulares para lançar um aparelho concorrente. Isto levou à situação em que os lançamentos destes aparelhos praticamente coincidiu com o anúncio da segundo geração do iPad. E com isto ficou um suspense no ar; toda avaliação de tablet estava assombrada pelo espectro do iPad2.
Agora ele foi finalmente anunciado, permitindo uma avaliação melhor da situação atual do mercado. Na minha opinião, o iPad2 acabou saindo de bom tamanho.
Os fanboys podem comemorar que o líder inconteste do mercado está agora potencialmente duas vezes mais rápido no processamento (graças a um novo processador dual core), até nove vezes mais rápido no tratamento de gráficos, incrivelmente mais fino, notavelmente mais leve, com as duas inevitáveis câmeras e até mesmo disponível na cor branca, tudo isto pelo mesmo preço.
Já os concorrentes devem estar felizes em ver que a Apple não tirou nenhum coelho das cartolas e que as especificações técnicas (exceto a espessura) não são muito diferentes das suas.
É neste ponto que muitos se enganam: para esta classe de equipamento especificações técnicas com processadores e memória Ram não são fatores decisivos de compra (pelo menos diretamente) . O que importa é a experiência do uso. A Palm foi a primeira a perceber isto, há mais de dez anos: as fichas técnicas dos seus produtos dispensavam os megahertz e megabytes. Nas notícias que eu vi até agora existe um certo mistério sobre a quantidade de Ram no iPad2, será que isto importa? Eu digo que importa somente se alguém apontar um cenário claro e relevante em que a memória impacte no uso do iPad2 (algo do tipo "o iPad2 não pode receber email enquanto você assiste um filme porque falta memória", o que duvido que seja o caso).
Os concorrentes da Apple precisam se concentrar no software e não no hardware. Vários deles tem ainda que encontrar o caminho para conseguir pelo menos igualar os agressivos preços do iPad2. A seu favor eles continuam contando com a inflexibilidade da Apple em alguns pontos: por exemplo o iPad2 não tem conexão direta a SD, USB ou HDMI.
Agora ele foi finalmente anunciado, permitindo uma avaliação melhor da situação atual do mercado. Na minha opinião, o iPad2 acabou saindo de bom tamanho.
Os fanboys podem comemorar que o líder inconteste do mercado está agora potencialmente duas vezes mais rápido no processamento (graças a um novo processador dual core), até nove vezes mais rápido no tratamento de gráficos, incrivelmente mais fino, notavelmente mais leve, com as duas inevitáveis câmeras e até mesmo disponível na cor branca, tudo isto pelo mesmo preço.
Já os concorrentes devem estar felizes em ver que a Apple não tirou nenhum coelho das cartolas e que as especificações técnicas (exceto a espessura) não são muito diferentes das suas.
É neste ponto que muitos se enganam: para esta classe de equipamento especificações técnicas com processadores e memória Ram não são fatores decisivos de compra (pelo menos diretamente) . O que importa é a experiência do uso. A Palm foi a primeira a perceber isto, há mais de dez anos: as fichas técnicas dos seus produtos dispensavam os megahertz e megabytes. Nas notícias que eu vi até agora existe um certo mistério sobre a quantidade de Ram no iPad2, será que isto importa? Eu digo que importa somente se alguém apontar um cenário claro e relevante em que a memória impacte no uso do iPad2 (algo do tipo "o iPad2 não pode receber email enquanto você assiste um filme porque falta memória", o que duvido que seja o caso).
Os concorrentes da Apple precisam se concentrar no software e não no hardware. Vários deles tem ainda que encontrar o caminho para conseguir pelo menos igualar os agressivos preços do iPad2. A seu favor eles continuam contando com a inflexibilidade da Apple em alguns pontos: por exemplo o iPad2 não tem conexão direta a SD, USB ou HDMI.
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Como Derrotar a Apple
A Apple conseguiu nos últimos anos dominar* três mercados: os portable media players (PMP) com os iPODs, os smartphones com o iPhone e, mais recentemente, os tablets com o iPad. Existe uma impressão muito generalizada de que a Apple é imbatível nestes mercados e permanecerá assim por muito tempo. Neste post me arrisco a sugerir uma estratégia para os concorrentes da Apple reverterem esta situação.
* quando falo em domínio não me refiro obrigatoriamente a ter a maior fatia do mercado, mas sim a estar liderando a evolução dos produtos e sendo a referência de facto para as comparações.
Um Pouco de Marketing de Produto
Um dos fatos curiosos na minha vida profissional foi uma curta passagem pela função de Marketing de Produto. Isto incluiu um treinamento básico sobre o assunto. Entre outras coisas interessantes, aprendi que os mercados estáveis tendem a se polarizar entre dois concorrentes (o líder e o desafiante). Um corolário disto é que a pior situação para uma empresa é ocupar a terceira posição. Nem tudo está perdido para ela, existe uma estratégia muito interessante: dividir o mercado em dois, de forma a ser líder de um dos "novos" mercados.
Por exemplo, vamos supor que uma empresa fabrique "rebimbelas" e esteja mal posicionada no mercado como um todo. Examinando a sua participação, a empresa descobre que ela é preferida entre os clientes que usam profissionalmente rebimbelas. O empresa passa então a se pronunciar como a lider das "rebimbelas profissionais"; todas as decisões de produto e marketing são tomadas para reforçar esta posição. O mais bonito disto é que a liderança deste "novo" mercado acaba influenciando as decisões de compra também no outro mercado (i.e., muitos amadores começam a se interessar pelo 'líder das rebimbelas profissionais").
Mas o que tem isto a ver com os concorrentes da Apple em um mercado longe de estável? Que pode ser melhor se diferenciar do que tentar ser "mais Apple que a Apple". Isto pode ser particularmente efetivo, já que a Apple tem se mostrado pouco flexível, com Steve Jobs vetando com veemência diversas características possíveis para os produtos.
Vamos ver como esta ideia se aplicaria nos três mercados dominados pela Apple.
Personal Media Players (iPod)
Este me parece ser o mercado mais difícil de "arrancar" da Apple, principalmente pela grande variedade de produtos que ela oferece. Outro trunfo da Apple é a loja iTunes, para a qual é muito difícil se montar um alternativa. Os possíveis concorrentes parecem perceber isto e não vemos muitos nomes conhecidos se arriscando a desafiar a Apple (a exceção é a Microsoft com o Zune). Quem eu acho que poderia se aventurar aqui é a Amazon, que já tem uma grande loja de músicas, talvez com um modelo diferenciado de comunicação (como o Whispernet usado no Kindle).
SmartPhones (iPhone)
Este é o mercado em que a Apple já perdeu parte do seu domínio. A RIM já vem posicionando com sucesso os BlackBerries como smartphones coorporativos. Se o lema dos iPhones é "there is an App for that", o dos Androids parece ser "there is a device with that". Enquanto que a Apple comercializa praticamente um único modelo, você encontra Androids baratos e caros, com e sem teclado físico, etc. E a maioria deles permite o uso de cartões SD e possui bateria substituível pelo usuário, duas heresias na religião do iPhone.
Tablets (iPad)
Neste mercado a Apple saiu na frente e possivelmente tem um ano de vantagem (o que só confirmaremos quando detalhes sobre o iPad 2 forem anunciados). Um outro trunfo da Apple parece ser um preço muito competitivo (o principal concorrente disponível no momento, o Galaxy Tab, tem praticamente o mesmo preço). Entretanto, o iPad apresenta no momento as mesmas fraquezas que o iPhone e será preciso muita coragem da Apple para mudar isto (será que o iPad 2 virá com slot SD e porta HDMI?). Um ponto que eu gostaria de ver explorado são tamanhos e formatos alternativos. Já vi várias referências elogiosas à portabilidade do Galaxy Tab (com tela de 7") em relação ao iPad (com tela de 10"). É claro que isto se dá às custas da usabilidade de outras aplicações, mas a engenharia está em procurar os compromissos.
Concluindo
A Apple conseguiu a sua posição de líder principalmente pela qualidade de seus produtos. Seus concorrentes, entretanto, precisam fazer melhor do que tentar copiar esta qualidade. Eles precisam oferecer alternativas que distinguam os seus produtos. E mesmo que isto não dê resultado, pelo menos deixarão as coisas mais interessantes para nós.
* quando falo em domínio não me refiro obrigatoriamente a ter a maior fatia do mercado, mas sim a estar liderando a evolução dos produtos e sendo a referência de facto para as comparações.
Um Pouco de Marketing de Produto
Um dos fatos curiosos na minha vida profissional foi uma curta passagem pela função de Marketing de Produto. Isto incluiu um treinamento básico sobre o assunto. Entre outras coisas interessantes, aprendi que os mercados estáveis tendem a se polarizar entre dois concorrentes (o líder e o desafiante). Um corolário disto é que a pior situação para uma empresa é ocupar a terceira posição. Nem tudo está perdido para ela, existe uma estratégia muito interessante: dividir o mercado em dois, de forma a ser líder de um dos "novos" mercados.
Por exemplo, vamos supor que uma empresa fabrique "rebimbelas" e esteja mal posicionada no mercado como um todo. Examinando a sua participação, a empresa descobre que ela é preferida entre os clientes que usam profissionalmente rebimbelas. O empresa passa então a se pronunciar como a lider das "rebimbelas profissionais"; todas as decisões de produto e marketing são tomadas para reforçar esta posição. O mais bonito disto é que a liderança deste "novo" mercado acaba influenciando as decisões de compra também no outro mercado (i.e., muitos amadores começam a se interessar pelo 'líder das rebimbelas profissionais").
Mas o que tem isto a ver com os concorrentes da Apple em um mercado longe de estável? Que pode ser melhor se diferenciar do que tentar ser "mais Apple que a Apple". Isto pode ser particularmente efetivo, já que a Apple tem se mostrado pouco flexível, com Steve Jobs vetando com veemência diversas características possíveis para os produtos.
Vamos ver como esta ideia se aplicaria nos três mercados dominados pela Apple.
Personal Media Players (iPod)
Este me parece ser o mercado mais difícil de "arrancar" da Apple, principalmente pela grande variedade de produtos que ela oferece. Outro trunfo da Apple é a loja iTunes, para a qual é muito difícil se montar um alternativa. Os possíveis concorrentes parecem perceber isto e não vemos muitos nomes conhecidos se arriscando a desafiar a Apple (a exceção é a Microsoft com o Zune). Quem eu acho que poderia se aventurar aqui é a Amazon, que já tem uma grande loja de músicas, talvez com um modelo diferenciado de comunicação (como o Whispernet usado no Kindle).
SmartPhones (iPhone)
Este é o mercado em que a Apple já perdeu parte do seu domínio. A RIM já vem posicionando com sucesso os BlackBerries como smartphones coorporativos. Se o lema dos iPhones é "there is an App for that", o dos Androids parece ser "there is a device with that". Enquanto que a Apple comercializa praticamente um único modelo, você encontra Androids baratos e caros, com e sem teclado físico, etc. E a maioria deles permite o uso de cartões SD e possui bateria substituível pelo usuário, duas heresias na religião do iPhone.
Tablets (iPad)
Neste mercado a Apple saiu na frente e possivelmente tem um ano de vantagem (o que só confirmaremos quando detalhes sobre o iPad 2 forem anunciados). Um outro trunfo da Apple parece ser um preço muito competitivo (o principal concorrente disponível no momento, o Galaxy Tab, tem praticamente o mesmo preço). Entretanto, o iPad apresenta no momento as mesmas fraquezas que o iPhone e será preciso muita coragem da Apple para mudar isto (será que o iPad 2 virá com slot SD e porta HDMI?). Um ponto que eu gostaria de ver explorado são tamanhos e formatos alternativos. Já vi várias referências elogiosas à portabilidade do Galaxy Tab (com tela de 7") em relação ao iPad (com tela de 10"). É claro que isto se dá às custas da usabilidade de outras aplicações, mas a engenharia está em procurar os compromissos.
Concluindo
A Apple conseguiu a sua posição de líder principalmente pela qualidade de seus produtos. Seus concorrentes, entretanto, precisam fazer melhor do que tentar copiar esta qualidade. Eles precisam oferecer alternativas que distinguam os seus produtos. E mesmo que isto não dê resultado, pelo menos deixarão as coisas mais interessantes para nós.
quarta-feira, novembro 17, 2010
Álbuns dos Beatles na iTune Stores - O Que Isto Representa?
Ontem, 16/11/2010, os álbuns do Beatles passaram a estar disponíveis para compra na iTune Stores. Para a Apple Computers, "a day you will not forget" (um dia inesquecível). Para muitos, nada de especial. Não me afeta diretamente (não tenho iPod, a iTune Store não atende esta terra onde canta o sabiá e já digitalizei os meus CDs).
Não custa lembrar que, no começo da sua vida, a Apple Computers precisou se entender com a Apple Corps dos Beatles. O acordo inicial era simples: a Apple Computers não entraria no ramo da música e a Apple Corps não entraria no ramo de computadores. Os avanços tecnológicos levaram a vários processos e renegociações. Com este anúncio o círculo se fecha - a Apple Computers passa a vender as músicas de propriedade da Apple Corps.
A grande pergunta é quem irá comprar as músicas. Para o fãs mais antigos, que provavelmente já tem os CDs originais, pode ter algum atrativo se oferecerem as versões recentemente remasterizadas. Desconfio também que muita gente só conhece uma pequena parcela das músicas deles; pode ser que este pessoal se interesse em ver "o que mais eles gravaram". Não é um absurdo se pensarmos que 1 foi lançado em 2000 e o mais vendido nos EUA entre 2000 e 2009.
A grande aposta, provavelmente, é a geração que não compra mais CDs. Quem sabe ainda tem muita gente que ainda não conhece os Beatles?
Não custa lembrar que, no começo da sua vida, a Apple Computers precisou se entender com a Apple Corps dos Beatles. O acordo inicial era simples: a Apple Computers não entraria no ramo da música e a Apple Corps não entraria no ramo de computadores. Os avanços tecnológicos levaram a vários processos e renegociações. Com este anúncio o círculo se fecha - a Apple Computers passa a vender as músicas de propriedade da Apple Corps.
A grande pergunta é quem irá comprar as músicas. Para o fãs mais antigos, que provavelmente já tem os CDs originais, pode ter algum atrativo se oferecerem as versões recentemente remasterizadas. Desconfio também que muita gente só conhece uma pequena parcela das músicas deles; pode ser que este pessoal se interesse em ver "o que mais eles gravaram". Não é um absurdo se pensarmos que 1 foi lançado em 2000 e o mais vendido nos EUA entre 2000 e 2009.
A grande aposta, provavelmente, é a geração que não compra mais CDs. Quem sabe ainda tem muita gente que ainda não conhece os Beatles?
segunda-feira, outubro 18, 2010
Ótima entrevista com John Sculley (ex CEO da Apple)
Não costumo publicar links sem muitos comentários adicionais, mas esta entrevista é ótima e merece uns 15 a 30 minutos de leitura (é bem longa):
http://www.cultofmac.com/john-sculley-on-steve-jobs-the-full-interview-transcript/63295
Embora as perguntas e respostas envolvam sempre Steve Jobs, fica claro que Sculley merece ser lembrado por mais que ter sido "o homem que demitiu Jobs da Apple" (o que não corresponde à verdade). E dá uma boa ideia do que move a Apple.
http://www.cultofmac.com/john-sculley-on-steve-jobs-the-full-interview-transcript/63295
Embora as perguntas e respostas envolvam sempre Steve Jobs, fica claro que Sculley merece ser lembrado por mais que ter sido "o homem que demitiu Jobs da Apple" (o que não corresponde à verdade). E dá uma boa ideia do que move a Apple.
sábado, julho 17, 2010
Problema da Antena do iPhone 4: Encerrado?
A esta altura a coletiva de impresa de ontem já foi bastante divulgada, coloco aqui a minha opinião somente para fechar o meu post anterior.
Do ponto de vista de ações concretas, a Apple está oferecendo uma capa gratuita para os compradores do iPhone 4 e garantindo a devoluçãointegral do dinheiro para quem não se sentir satisfeito. Steve Jobs admitiu a ocorrência da atenuação do sinal quando o iPhone 4 é segurado de determinadas formas, particularmente quando se conecta a separação das duas partes da faixa de metal.
Do ponto de vista de ações concretas, a Apple está oferecendo uma capa gratuita para os compradores do iPhone 4 e garantindo a devoluçãointegral do dinheiro para quem não se sentir satisfeito. Steve Jobs admitiu a ocorrência da atenuação do sinal quando o iPhone 4 é segurado de determinadas formas, particularmente quando se conecta a separação das duas partes da faixa de metal.
quinta-feira, julho 15, 2010
Deve a Apple Fazer um Recall do iPhone 4?
A esta altura você provavelmente já ouviu falar no problema da antena do iPhone 4. Começou como um murmúrio nos tubos da internet e chegou às seções de economia. Se as primeiras menções a recall soavam como absurdos, esta opção passa a ser discutida seriamente por analistas.
O Problema Técnico
A melhor análise que vi até agora foi da AnandTech. Resumindo:
O resultado é que embora o iPhone 4 possa ter, nas condições apropriadas, um desempenho melhor que outros telefones, muitos usuários acabam vivenciando um desempenho muito pior.
Algumas Soluções
Uma solução é simplesmente segurar o telefone de uma forma adequada. Embora não requeira mudança de software ou hardware requer algo mais complicado: a mudança de comportamento das pessoas. Algumas naturalmente já seguram o telefone de forma adequada, outros não. Dizer que estes últimos estão segurando de forma "errada" e obrigá-los a segurar da forma "certa" não é tarefa simples.
A solução mais óbvia é isolar a faixa de metal. Isto pode ser feito de forma grosseira (com uma fita adesiva), usando uma capa protetora ou através de algum acabamento especial (chegaram a sugerir uma camada de diamante).
Uma solução mais complexa é rever totalmente o projeto, por exemplo colocando a antena internamente.
O Problema de Relações Públicas
Até o momento a reação da Apple ao problema parece estar seguindo as listas de "não fazer" dos manuais de relações públicas. O problema foi negado. Foi dito que os usuários estavam segurando o telefone errado. Disseram que era um problema de software (indicação de sinal mais forte que o real).
A partir de um certo nível de divulgação de problemas, pesa mais a forma como o consumidor se sente tratado do que questões objetivas como a gravidade do problema. A Apple tem tirado muito proveito da força da sua marca. Milhões de unidades são vendidas em pré-venda e nos primeiros dias, antes que a qualidade dos produtos possam ter sido confirmadas. Pessoas ficam acampadas esperando a data de lançamento de um iPad porque confiam que Steve Jobs fará o produto certo.
Até o momento as vendas do iPhone 4 não foram afetadas pelo problema. Entretanto, aumenta a cada dia a possibilidade de um possível comprador escutar a pergunta "mas este aparelho não é podre?".
Os advogados já sentiram o cheiro de sangue e começaram os processos. Mais que os efeitos monetários diretos, estes processos podem consumir tempo da Apple e dificultar as soluções (já que o jurídico vai querer analisar o impacto de cada solução proposta nos processos em curso).
Recall?
Soa absurdo imaginar a Apple publicando um anúncio solicitando aos compradores de iPhone 4 levarem seus aparelhos para uma troca ou reparo, para evitar uma perda de sinal quando o produto é segurado de determinadas formas. Mas se ela seguir no rumo atual corre o risco a se obrigada a fazer isto (o que é muito pior que fazer espontaneamente).
Antes dos processos e da notícia sair das páginas técnicas dava para a Apple sair por cima dando um desconto nas capas. Agora ela precisa fazer algo mais forte. E rápido.
Atualização 15/7 9:20: já tem gente literalmente apostando no recall ou não recall.
O Problema Técnico
A melhor análise que vi até agora foi da AnandTech. Resumindo:
- O iPhone 4 usa como antena uma faixa de metal na borda do aparelho. A borda está dividida em duas partes, uma para Bluetooth, WiFi e GPS e outra para GSM.
- Esta antena externa dá ao iPhone 4 um desempenho muito melhor que a geração anterior (iPhone 3GS) em condições de sinal baixo.
- Quando um telefone é empunhado há uma atenuação do sinal. Isto é mais perceptível no caso de antenas externas.
- A situação do iPhone 4 é piorada pelo fato da faixa de metal não estar isolada. Um ponto crítico é a região onde existe a divisão entre as duas partes.
O resultado é que embora o iPhone 4 possa ter, nas condições apropriadas, um desempenho melhor que outros telefones, muitos usuários acabam vivenciando um desempenho muito pior.
Algumas Soluções
Uma solução é simplesmente segurar o telefone de uma forma adequada. Embora não requeira mudança de software ou hardware requer algo mais complicado: a mudança de comportamento das pessoas. Algumas naturalmente já seguram o telefone de forma adequada, outros não. Dizer que estes últimos estão segurando de forma "errada" e obrigá-los a segurar da forma "certa" não é tarefa simples.
A solução mais óbvia é isolar a faixa de metal. Isto pode ser feito de forma grosseira (com uma fita adesiva), usando uma capa protetora ou através de algum acabamento especial (chegaram a sugerir uma camada de diamante).
Uma solução mais complexa é rever totalmente o projeto, por exemplo colocando a antena internamente.
O Problema de Relações Públicas
Até o momento a reação da Apple ao problema parece estar seguindo as listas de "não fazer" dos manuais de relações públicas. O problema foi negado. Foi dito que os usuários estavam segurando o telefone errado. Disseram que era um problema de software (indicação de sinal mais forte que o real).
A partir de um certo nível de divulgação de problemas, pesa mais a forma como o consumidor se sente tratado do que questões objetivas como a gravidade do problema. A Apple tem tirado muito proveito da força da sua marca. Milhões de unidades são vendidas em pré-venda e nos primeiros dias, antes que a qualidade dos produtos possam ter sido confirmadas. Pessoas ficam acampadas esperando a data de lançamento de um iPad porque confiam que Steve Jobs fará o produto certo.
Até o momento as vendas do iPhone 4 não foram afetadas pelo problema. Entretanto, aumenta a cada dia a possibilidade de um possível comprador escutar a pergunta "mas este aparelho não é podre?".
Os advogados já sentiram o cheiro de sangue e começaram os processos. Mais que os efeitos monetários diretos, estes processos podem consumir tempo da Apple e dificultar as soluções (já que o jurídico vai querer analisar o impacto de cada solução proposta nos processos em curso).
Recall?
Soa absurdo imaginar a Apple publicando um anúncio solicitando aos compradores de iPhone 4 levarem seus aparelhos para uma troca ou reparo, para evitar uma perda de sinal quando o produto é segurado de determinadas formas. Mas se ela seguir no rumo atual corre o risco a se obrigada a fazer isto (o que é muito pior que fazer espontaneamente).
Antes dos processos e da notícia sair das páginas técnicas dava para a Apple sair por cima dando um desconto nas capas. Agora ela precisa fazer algo mais forte. E rápido.
Atualização 15/7 9:20: já tem gente literalmente apostando no recall ou não recall.
quarta-feira, junho 23, 2010
Três Milhões de iPads em 80 dias
Nesta segunda feira (21/6) a Apple vendeu o iPad número 3.000.000. É um indício de aceleração das vendas, já que o primeiro milhão demorou 28 dias, o segundo 29 dias e o terceiro apenas 20 dias.
É realmente um produto "mágico e revolucionário", principalmente porque os analistas não conseguem dizer o que atrai os clientes.
Fonte: http://www.theregister.co.uk/2010/06/23/ipad_sales_boost/
Press-release oficial: http://www.apple.com/pr/library/2010/06/22ipad.html
É realmente um produto "mágico e revolucionário", principalmente porque os analistas não conseguem dizer o que atrai os clientes.
Fonte: http://www.theregister.co.uk/2010/06/23/ipad_sales_boost/
Press-release oficial: http://www.apple.com/pr/library/2010/06/22ipad.html
terça-feira, abril 27, 2010
Acontecem Coisas que Nem os Mais Loucos Poderiam Imaginar
Ou, como dizem os americanos, "you can't make this stuff up".
Um engenheiro da Apple esquece um protótipo da nova geração do iPhone em um bar. Quem achou não consegue falar com que perdeu e entrega o aparelho para o editor de um blog, em troca de US$5000. O blogueiro desmonta o aparelho e publica as fotos. Após receber uma carta do departamento jurídico da Apple, ele devolve o protótipo. A polícia anuncia que está investigando o assunto. Pouco depois derruba a porta da casa do editor do blog e leva computadores. A promotoria anuncia que os computadores ainda não foram periciados pois estão analisando argumentos legais levantados pelo editor.
É impossível prever qual será o próximo passo desta novela. Existem muitos interesses envolvidos, tanto filosóficos como monetários. Todos os lados contam com apoiadores apaixonados. A situação legal não é óbvia.
Só nos resta colocar a pipoca no micro-ondas e assistir ao show.
Alguns links (favoráveis em maior ou menor intensidade ao editor do blog, mas isto é de se esperar dos seus pares):
http://www.dvorak.org/blog/2010/04/26/cops-raid-gizmodo-editors-home-raise-questions-of-legal-search-upon-journalist/
http://www.salon.com/technology/how_the_world_works/2010/04/26/gizmodo_iphone_computers_seized/index.html
http://www.osnews.com/story/23211/Cops_Seize_Four_Computers_Two_Servers_from_Gizmodo_Editor
Um engenheiro da Apple esquece um protótipo da nova geração do iPhone em um bar. Quem achou não consegue falar com que perdeu e entrega o aparelho para o editor de um blog, em troca de US$5000. O blogueiro desmonta o aparelho e publica as fotos. Após receber uma carta do departamento jurídico da Apple, ele devolve o protótipo. A polícia anuncia que está investigando o assunto. Pouco depois derruba a porta da casa do editor do blog e leva computadores. A promotoria anuncia que os computadores ainda não foram periciados pois estão analisando argumentos legais levantados pelo editor.
É impossível prever qual será o próximo passo desta novela. Existem muitos interesses envolvidos, tanto filosóficos como monetários. Todos os lados contam com apoiadores apaixonados. A situação legal não é óbvia.
Só nos resta colocar a pipoca no micro-ondas e assistir ao show.
Alguns links (favoráveis em maior ou menor intensidade ao editor do blog, mas isto é de se esperar dos seus pares):
http://www.dvorak.org/blog/2010/04/26/cops-raid-gizmodo-editors-home-raise-questions-of-legal-search-upon-journalist/
http://www.salon.com/technology/how_the_world_works/2010/04/26/gizmodo_iphone_computers_seized/index.html
http://www.osnews.com/story/23211/Cops_Seize_Four_Computers_Two_Servers_from_Gizmodo_Editor
terça-feira, abril 20, 2010
Imprimindo do iPad
Parece que o College Humor estava certo: as piadas sobre o iPad praticamente se escrevem sozinhas. Alguns usuários estão reclamando das dificuldades para imprimir a partir do iPad. E alguém já achou a solução:
sábado, março 13, 2010
Links Comentados #6
Retomando os links comentados, aproveito para divulgar uns links que sobraram do final de fevereiro junto com outros mais recentes. Na pauta, um virus que ataca roteadores, uma escândalo descoberto quando o Windows Seven foi acusado de consumir muita memória, mais sobre processos e patentes, um história resumida de como o Windows 1.0 foi posto na rua e mais problemas de segurança com browser no Windows (desta vez com o Safari).
quarta-feira, março 10, 2010
A Licença do Programa de Desenvolvimento para iPhone
Apesar das reclamações sobre a App Store (principalmente sobre o processo de aprovação das aplicações), pouco se escuta sobre a licença que os desenvolvedores precisam aceitar para usar o SDK do iPhone, iPod Touch e (em breve) iPad. Isto não é surpresa, já que um dos itens da licença impede justamente a divulgação e qualquer comentário público sobre o assunto. A EFF (Electronic Frontier Foundation) conseguiu obter legalmente uma cópia e não gostou do que viu.
sábado, março 06, 2010
Ruminações sobre Nokia x Apple e Apple x HTC
Parece que os processos entre as empresas estão se amontoando nestes últimos meses. Dou aqui uma ruminada sobre patentes e as informações levantadas pelo Engadget sobre os processos Nokia x Apple e Apple x HTC.
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Links Comentados #4
Na edição desta semana: televisões com tela acima de 55" infringem a lei nos EUA, mais um pouco sobre o "escândalo das geleiras", Sluggy Freelance revela o lado negro de Avatar, a briga Apple x Google, ainda um monte de reações ao iPad, uma falha de segurança no Firefox e, para não perder o costume, uma no IE.
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Ruminações sobre o iPad
A notícia da semana é o anúncio do iPad. Após muita especulação, não surgiram grandes surpresas e poucos concordaram com a afirmação de Steve Jobs que o iPad é "a truly magical and revolutionary product". Alguns até ousaram críticas mais pesadas, exigindo a reação dos fãs da Apple (como aqui).
Seguem abaixo as minhas considerações, baseadas nas notícias que li até agora. O iPad só estará disponível daqui a dois meses (versões sem comunicação celular, as versões 3G estarão disponíveis daqui a três meses). É possível que o lançamento tenha sido adiantado em função da dificuldade em manter segredo (e tivemos alguns vazamentos nestas últimas semanas) e para evitar anúncios prévios dos concorrentes (como em parte fez a HP), e portanto o iPad ainda esteja em desenvolvimento e chegue ao mercado com algumas diferenças.
Seguem abaixo as minhas considerações, baseadas nas notícias que li até agora. O iPad só estará disponível daqui a dois meses (versões sem comunicação celular, as versões 3G estarão disponíveis daqui a três meses). É possível que o lançamento tenha sido adiantado em função da dificuldade em manter segredo (e tivemos alguns vazamentos nestas últimas semanas) e para evitar anúncios prévios dos concorrentes (como em parte fez a HP), e portanto o iPad ainda esteja em desenvolvimento e chegue ao mercado com algumas diferenças.
Assinar:
Postagens (Atom)
