domingo, outubro 04, 2026

Crítica: Marvel Masterworks: The Fantastic Four, Vol. 13

Buscando um pouco de distração, retomei a leitura das histórias antigas do Quarteto Fantástico. Neste ponto, com Stan Lee e Jack Kirby afastados, a arte está nas mãos de John Buscema e os roteiros nas mãos de Roy Thomas. Quase todas as histórias se estendem por dois números da revista, prática comum para segurar os leitores.



O primeiro par de revistas contém "The Frightful Four -- Plus One!" e  "Battleground: The Baxter Building!" As coisas não vão bem com o Quarteto Fantático. O Tocha Humana se afasta do grupo para ir procurar Crystal, com a intenção de se casar com ela. Reed e Sue brigam, com Reed se comportando como um idiota. E no final da história, Sue também sai do Quarteto Fantástico. Para compensar, o grupo recebe a adesão de Medusa. O adversário é o  Frightful Four (não lembro o nome em português), que agora inclui a misteriosa Thundra.

Em "Revolt in Paradise!" e "Omega! The Ultimate Enemy!", o Quarteto Fantástico vai visitar os Inumanos para trazer o Tocha de volta. Tocha que se deu mal, pois descobriu que Crystal agora está apaixonada por Quicksilver. O "inimigo" são os Alpha, uma raça escravizada pelos Inumanos, algo que os Inumanos só percebem no final da história.

"Thundra at Dawn!" é uma grande decepção. Thundra desafia o Coisa para uma briga em um estádio. E a primeira coisa é atirar ele para fora do estádio (repleto de espectadores). Reed encerra a luta de uma forma totalmente inesperada: transformando (momentaneamente) o Coisa de volta a sua forma humana. A expectativa de alguma explicação sobre Thundra não é atendida e ela não aparece mais nesta coletânea*.

O par em seguida é "A Dragon Stalks the Skies!" e "The Eternity Machine", que trazem de volta dois vilões do passado: o interessante Dragon Man e o descartável Gregory Gideon. Fora reunir (momentaneamente) o Sr e Sra Fantásticos e anunciar o desaparecimento da casa de Agatha Harkness, uma aventura bem mediana.

"Rock Around the Cosmos!" e "Rumble on Planet 3" são puro desvaneio. Um ser super poderoso, o Shaper of Worlds (que surgiu na revista do Hulk com uma origem que mistura os Skruls e o Cubo Cósmico) cria uma realidade alternativa baseada nos sonhos de um capanga do Gregory Gideon. É uma mistura de anos 50 com sei lá o que mais e uma pitada de direitos civis. Como é de se esperar, termina na base do Deus ex machina, com o Shaper decretando que o experimento foi um fracasso e voltando tudo ao que era antes.

"Madness Is... the Miracle Man!" e "Target: Tomorrow!" trazem mais um pequeno vilão das histórias antigas e o turbina com poderes roubados de nativos americanos imortais (!!!). O Miracle Man parece imbatível... até que os espíritos dos nativos o leva embora.

"Annihilus Revealed!" e :"The End of the Fantastic Four!" agora estamos em uma história mais interessante. O vilão é Annihilus, da Zona Negativa, que tem a sua origem relevada. Na primeira parte, após derrotar o Quarteto Fantástico, ele os atira na Zona Negativa. Na segunda parte, descobrimos que Annihilus capturou, Sue, Franklin (o filho de Reed e Sue) e Agatha Harkness. Aí nós somos lembrados que Reed visitou a Zona Negativa a primeira vez para salvar Sue e Franklin. E Franklin foi afetado pelas energias e agora pode explodir destruindo a Terra. Reed evita a explosão, mas deixa o filho em coma, levando ao (aparente) fim do Quarteto Fantástico.



Veredito: Este volume tem alguns pontos bons, mas, também, muitas das coisas que me fizeram abandonar a leitura na juventude. Só recomendo para os fãs de carteirinha.

* Segundo li na internet, ela vem de um futuro alternativo, onde a Terra é controlada por mulheres e está para se juntar a um planeta controlado por homens. Thundra acredita que vencendo o Coisa iria evitar esta junção.

Nenhum comentário: