domingo, setembro 06, 2026

Crítica: The Expanse (série disponível no Prime Video)

The Expanse é uma série de ficção científica baseada  em uma série de livros, com a adaptação feita com o apoio dos autores. São 62 episódios (seis temporadas), originalmente exibidos entre 2015 e 2022.

A história se passa no futuro, quando a Terra colonizou Marte, o cinturão de asteroides e as luas de Jupiter e Saturno. A Terra é controlada pelas Nações Unidas, Marte se tornou uma república independente e o resto tenta se organizar em uma aliança fraca para confrontar as pressões coloniais de Terra e Marte. No começo da série as três partes estão perto de uma guerra aberta.

Na maior parte do tempo, eu me peguei perguntando: "Sobre o que é esta série?" O formato ajuda nesta sensação: novos personagens são apresentados a todo momento, alguns para permanecerem ao longo da série e outros para sumirem (muitas vezes, morrerem) antes do fim da temporada.

O núcleo da série é formado por alguns personagens que acabam ocupando uma nave marciana que eles renomeiam para Rocinante (o cavalo de Don Quixote)

  • James Holden é o principal protagonista e um terráqueo. O ator não me convenceu por completo, me pareceu o John Snow com uma cara de choro o tempo todo.
  • Naomi Nagata é uma engenheira belter (pertencente ao cinturão de asteroides). Às vezes me pareceu um pouco chata.
  • Alex Kamal é o piloto marciano. Não tenho certeza o quanto a minha visão do personagem foi contaminada pelas acusações feitas ao ator (que levaram a sua demissão ao final da quinta temporada).
  • Amos Burton, um mecânico terráqueo. É o meu personagem preferido, pela forma direta e sincera de se expressar.
Vários outros personagens têm bastante tempo de tela. Entre eles temos a política terráquea Chrisjen Avasarala, a fuzileira marciana Roberta "Bobbie" W. Draper e a belter Camina Drummer. Acho que o que mais me prendeu à série é que todos os personagens, mesmo os menores, são bem complexos. As atuações variam de boas a excelentes e os efeitos especiais são bons (embora eu fique com a impressão de que as naves estejam indo na direção errada e a gravidade funcione de forma estranha).

Também central à trama é a descoberta de uma tecnologia alienígena: a protomolécula.

Considero as quatro primeiras temporadas muito boas. A quinta temporada introduz um novo vilão na história, Marco Inaros, um belter que ataca a Terra e Marte. E aí chegamos à sexta e última temporada.

As três primeiras temporadas foram produzidas e exibidas no canal SyFy. Após o cancelamento no SyFy a série foi retomada pelo Prime Video, em resposta às solicitações dos fãs. Como acontece com muitas séries de ficção científica, os custos de produção são elevados e o público é limitado.

Cada temporada adapta um dos nove livros (aproximadamente). Um dos motivos alegados para o cancelamento é a existência de um pulo de 30 anos entre o sexto e o sétimo livro. Por algum motivo (provavelmente econômico), a sexta temporada tem apenas seis episódios. O que torna estranho o fato dela gastar tempo com parte da trama de uma história curta (publicada fora dos livros principais). O resultado é que sobram muitas pontas soltas (os próprios personagens mencionam isso), inclusive o desfecho da história curta.

Veredito: recomendado, apesar de considerar o final frustrante. Agora é partir para a leitura dos livros para ter um fechamento na trama.


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