domingo, agosto 30, 2026

Crítica: The New China Playbook (A Nova China na edição brasileira)

 Este livro foi indicado por Alessandro Cunha. Meus conhecimentos sobre a China eram quase nulos. Será que aprendi muita coisa com ele?


Quando se fala em China, a primeira palavra que vem à mente é "comunista".  Mas o livro deixa claro que não é bem assim. Em 1978, o governo chinês decidiu afastar-se do modelo econômico da URSS, começando por reconhecer a propriedade privada. Mais adiante, passou a admitir a existência de empresas privadas e incentivou a transferência de certas atividades das empresas estatais para as privadas (de forma controlada e monitorada). É o que o governo chama de "Socialismo com características chinesas".

Uma série de transformações sociais e econômicas ocorreu, algumas toleradas, outras incentivadas e outras impostas. Houve uma forte migração de pessoas dos campos para as cidades. O peso econômico e social das empresas estatais foi reduzido. Recentemente, a China passou a buscar maior integração econômica com o resto do mundo, por exemplo, ao aderir à OMC e (pelo menos no discurso) a promessa de maior respeito à propriedade intelectual.

Em alguns pontos o livro se perde em trechos prolixos e repetitivos, sem explorar adequadamente alguns temas.

Vi algumas críticas que acusam o livro de propaganda. Eu não chego a isso, mas certamente é um livro "chapa branca". Prevalecem as visões róseas do governo, com pouco questionamento. Temas mais polêmicos são deixados de lado. A autora afirma que é parte da cultura chinesa o desejo de um governo paternalista, que impõe aos seus cidadãos regras rígidas.

Veredito: Apesar das limitações, uma leitura interessante.


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