Este livro me interessou por envolver um personagem que considero pouco explorado nos filmes de Star Wars: Mace Windu. Não me preocupei muito com a descrição da trama, mas acho que, mesmo que tivesse lido com atenção, isso me teria preparado para a leitura.
Para quem ficou curioso, a descrição (blurb) do livro é algo como "Mace Windu precisa retornar ao planeta selvagem de Haruun Kal (onde nasceu) para investigar o que aconteceu com sua padawan, Depa Billaba, que foi enviada para treinar um grupo de guerrilha contra os separatistas. Os separatistas deixaram o controle do planeta com uma milícia, mas Depa continua lá. E aí aparece um vídeo de um massacre, aparentemente com a participação de Depa."
O que esta descrição não indica é o nível de violência e desespero que não encontrei nos outros livros que li. Sim, Star Wars é sobre guerra (duh!), mas os filmes mostram isso de forma asséptica. Desde o momento em que Mace Windu pisa em Haruun Kal, a violência e a maldade o cercam.
Tecnicamente, este livro não trata de uma guerra, mas sim de um conflito entre uma milícia e um grupo guerrilheiro, alimentado por questões raciais. Uma luta sem regras, em que cada lado busca exterminar o outro (incluindo civis e crianças). A narrativa é tão opressiva que parei de ler por algumas semanas.
Eu também esperava que o Mestre Jedi Mace Windu derrotasse facilmente qualquer oponente. Foi difícil vê-lo ser derrotado. Ele tem alguns momentos de domínio e demonstra boa estratégia em combate, mas, na maior parte do tempo, parece totalmente inapropriado para o combate.
A descrição do planeta e o personagem Kar Vastor são bastante interessantes, embora nenhum dos dois sejam agradáveis.
De alguma forma, o livro terminou com uma vitória dos Jedi e um desfecho que se aproxima de um final feliz. Claro, nós, leitores, sabemos o que acontecerá a seguir e enxergamos além da falsa compreensão e da compaixão de Palpatine.
Veredito: Um bom livro, mas com uma atmosfera bem diferente (sombria).

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