domingo, agosto 22, 2010

Som Aposentado: Toca Discos Gradiente D35

O toca discos foi o último componente que eu comprei para o meu primeiro sistema de som. Um toca discos bom era caro, e antes mesmo de acabarmos de montar a nossa casa já tínhamos uma filha a caminho, o que reduzia a verba disponível.


O Gradiente D35 não era um topo de linha, mas tem uma das grandes inovações da época: controle da velocidade por "quartz" (hoje diríamos "por cristal"), o que é obtido ligando o motor diretamente ao prato ("direct drive"). Não sei bem qual a utilidade para que gosta de alta fidelidade, mas ele tem também um ajuste manual de velocidade (pitch). A velocidade pode ser escolhida entre 33 e 45 rpm, nada de tocar as velhas bolachas de 78 rpm.


Os bons toca discos tinham alguns ajustes importantes. Um deles era a pressão da agulha, regulada movendo o contrapeso do braço. Um segundo ajuste (feito no disco preto da foto abaixo) era a compensação da força lateral introduzida pela pressão.


A parte mais importante de um toca discos é a capsula (pickup), que converte os movimentos gerados pelo sulco no disco em minúsculas correntes elétricas. Uma das "jóias" do meu pai era uma capsula Shure que ele trouxe de uma viagem aos EUA. A capsula do D35 não é de uma marca tão famosa, mas é bem razoável.


Um acessório importante para um toca discos era um pincel suave, para tirar a poeira que acumulava na agulha.

O D35 custou, em agosto de 1985, CR$ 1.431.785 (é, nesta época eu era milionário!). isto correspondia a pouco mais de 4 salários mínimos. Nos dias de hoje ainda se acha alguns à venda.

5 comentários:

A Ciência Explica disse...

Olá! Estou hiper triste, só tenho doze anos. Tenho um toca-discos deste mesmo modelo. Comprei-o há uns 3 anos por trinta reais, numa lojinha velha. Claro que, por este preço, não era de se esperar uma maravilha. Ele já veio todo estragado. Funciona bem, mas, não tem tampa de acrílico, está todo sujo, algumas partes possuem respingo de tinta verde, e, em certos lugares, parece que ela não tem tinta. Em outros lugares, a tinta está manchada. O cabeçote de leitura não é mais o original. Então, está uma bagunça total. Só serve pra passar o disco. Eu queria saber, o que o senhor me aconselharia: Se eu devo vendê-lo e comprar um em bom estado (só que eu já me apeguei, entende?), ou tentar fazer uma reforma nele: Retirar logo toda a tinta com algum removedor, e, ver se encontro uma tampa nova de acrílico. Abraços!

Daniel Quadros disse...

Se ele está funcionando, eu acho que vale a pena tentar uma reforma. Não sei bem qual o removedor mais apropriado, o ideal é ver com alguém que entenda de tintas. Já a tampa de acrílico, eu acho que dá para fazer uma artesanal, é só arranjar uma placa de acrílico, cortar do tamanho certo e colar.

AISLAN KUTE disse...

Legal, tenho uma igual a essa, funfa perfeitamente e não me desfaço não,

Kokada disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kokada disse...

Oi, comprei um D35 mas quero colocar uma agulha boa tipo uma Shure ou Audio Techinica... pra isso eu preciso trocar a Shell tb, ou só a capsula + agulha já bastam?