quinta-feira, janeiro 10, 2013

Leitor RFID YET-125K: Teste inicial

Neste post vamos colocar para funcionar o nosso leitor de RFID e testá-lo com alguns tags.



A documentação existente (tanto no site da Tato como na internet) é bastante precária. A mesma placa pode ser usada de diferentes formas, provavelmente por troca do firmware. O modelo fornecido pela Tato utiliza comunicação serial, sendo necessárias apenas três conexões (alimentação, terra e dados):

A comunicação é serial assíncrona, em nível TTL (0 corresponde a 0V, 1 corresponde a 5V), no formato 8N1 (8 bits de dados, 1 stop bits, sem paridade) com a velocidade de 9600 bps. Ao detectar um tag, o leitor envia uma única mensagem. Nenhuma mensagem é enviada enquanto o tag permanecer no alcance de leitura; para "ler" novamente o mesmo tag é necessário afastá-lo e reaproximá-lo.O formato da mensagem é o seguinte:


Os códigos 02 (STX) e 03 (ETX) marcam o início e fim da mensagem. Os oito bytes entre eles são a identificação do tag, em ASCII. A descrição não é clara sobre o formato desta identificação. Para suportar os 32 bits teóricos, esta identificação deveria estar em hexadecimal. Nos testes que fiz o valor foi sempre numérico, o que pode ser uma infeliz (e improvável) coincidência.

Para conectar o leitor a um micro usei um conversor serial USB/TTL. No meu caso, as conexões ficaram assim:

A montagem completa, com a antena que é vem junto com o leitor, fica assim:



Ligado o adaptador ao PC, é criada uma porta serial. Para verificar as mensagens precisamos de um software qualquer de comunicação; no meu caso usei o Hyperterminal configurado para 9600, 8N1, emulação de TTY. A figura abaixo mostra as mensagens correspondentes à leitura de alguns tags:


Os "desenhos" correspondem aos caracteres de controle (lembrança do gerador de caracteres das placas de vídeo do PC IBM original). A carinha é o STX e o coração o ETX.

No próximo post vamos conectar o leitor a um microcontrolador.


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