domingo, março 15, 2026

Crítica: Artemis

Um dos livros que eu mais gostei no ano passado (e esqueci de fazer uma crítica aqui no blog) foi Project Hail Mary. O autor é Andy Weir, o mesmo do livro "The Martian" (que eu não li, mas vi e gostei do filme). Daí ler um outro livro dele, Artemis, que foi lançado após The Martian e antes do Project Hail Mary.


Vamos começar falando da parte boa: a "vibe" (para usar a palavra da moda) lembra os livros clássicos de ficção científica. Ousaria até dizer que lembra os juveniles de Robert A. Heinlein, acrescido de uma ênfase maior na ciência (como os livros de Arthur C Clarke). Foi uma leitura em ritmo forte, principalmente nas partes de ação.

O ponto de partida é a existência de uma cidade na Lua, a Artemis do título. A descrição "física" da cidade é muito boa, assim como as referências às consequências da vida com gravidade de 1/6 g e em uma atmosfera de oxigênio com 20% da pressão atmosférica ao nível do mar na Terra.

Um primeiro problema é a trama: teoricamente, trata-se de um grande golpe (heist), mas a coisa toda não faz muito sentido. O problema seguinte é a personagem principal, que é muito chata. Embora seja descrita como "gênia", ela própria admite que só toma decisões absurdas.

Em outra semelhança com a Heinlein, Weir introduz algumas ideias estranhas no funcionamento social e econômico de Artemis. Como ele menciona no livro, a ideia é que Artemis é uma cidade de fronteira, como as do Velho Oeste. Dependendo da sua sensibilidade e das suas convicções, pode incomodar.

O final me pareceu totalmente incongruente.

Para completar, temos na trama uma organização criminosa brasileira, chamada "O Palácio". A maioria dos membros parece ter nomes espanhóis...

Veredito: Não recomendado.

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