domingo, fevereiro 15, 2026

Crítica: Misread Signals: How History Overlooked Women Codebreakers

Mais um livro sobre a história da criptografia, sugerido pelo The National Museum of Computing (TNMOC), desta vez sobre as mulheres que trabalharam com criptografia.


Sim, mulheres trabalharam com criptografia, inclusive antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Mas poucas tiveram reconhecimento público; o livro menciona várias criptógrafas e discorre sobre o porquê desta omissão.

De forma resumida, são vários os fatores. Para começar, criptografia (em especial a militar) ainda é tratada como segredo. Por motivos de sigilo e de burocracia, os nomes dos cargos não descrevem as funções; muitas criptografas estão registradas como datilógrafas ou tradutoras. No caso da Inglaterra, as mulheres perdiam compulsoriamente o emprego ao se casarem. Muitas trabalharam na quebra de códigos não tão divulgados quanto o Enigma. E, sim, tinham chefes que achavam que mulheres não eram boas em criptografia ou eram um risco para a segurança.

Como o livro avisa no começo, ele não aborda os aspectos técnicos da criptografia. Mas trata tanto das inglesas como das americanas (com uma pitada de alemãs), desde a Primeira Guerra Mundial até a Guerra Fria. Confesso que à vezes me perdi no meio dos tantos nomes mencionados. O destaque continuo ao não reconhecimento do papel das mulheres se tornou meio cansativo.

Temos algumas histórias interessantes, infelizmente sem muitos detalhes. Elizebeth Smith Friedman trabalhou como criptógrafa nas duas grandes guerras — e, entre elas, quebrava os códigos dos contrabandistas de bebidas durante a Lei Seca. Agnes Meyer Driscoll quebrou vários códigos japoneses. Ann Caracristi também trabalhou com códigos japoneses e depois foi trabalhar na NSA, alcançando o cargo de Deputy Director (vice-diretora).  Asta Friedrichs foi uma importante criptógrafa alemã. Entre outras.

Veredito: Só para curiosos. 

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