domingo, outubro 11, 2026

Crítica: Darker Than Amber

Mais uma fuga para um território mais conhecido. "Darker Than Amber" é o oitavo livro das aventuras de Travis McGee que eu leio (é o sétimo na série, mas o primeiro livro eu li fora de ordem).



Vendo algumas críticas ao livro, após ter terminado a leitura, reparei que a minha visão da série é diferente da de algumas outras pessoas. Não é um livro policial, principalmente um mistério (whodunit). Como dizem, o prazer está no percurso, não no destino. McGee esconde uma boa dose de bondade com uma casca cínica. As interações com os demais personagens e os pensamentos de McGee são uma tentativa de retratar e compreender o comportamento humano. Isto é bem evidente neste livro, onde Meyer (o principal amigo de McGee) tem participação importante. Em vários momentos ele divaga sobre a natureza humana.

Para quem não conhece (ou não lei minhas críticas anteriores), McGee não é um policial ou um detetive particular. É alguém que, quando precisa de dinheiro, ajuda pessoas a recuperar algo que lhes foi tomado e não pode ser recuperado pelas vias legais - a um custo de metade do valor (em caso de sucesso).

A trama em si é relativamente simples: quando estavam pescando embaixo de uma ponte, McGee e Meyer salvam uma moça que foi jogada do alto com um tijolo de cimento amarrado. Ela fazia parte de um grupo criminoso e teve um pequeno ataque de consciência, que levou seus companheiros a quererem se livrar dela. Existe uma recompensa monetária para McGee ir atrás do grupo, mas é óbvio que não é isso que o move.

Mais que violento e ganancioso, o grupo mostra uma total falta de empatia com pessoas. Como diz Meyer, pensam apenas nelas próprias e o resto são meros objetos.

O clímax do livro tem os seus momentos de ação, violência e suspense. Mas o que fica mesmo é a melancolia do final.

Veredito: Recomendado


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